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Burnout no Trabalho: Como Conseguir Auxílio-Doença ou Aposentadoria por Invalidez

Você sente que está esgotado, estressado e sem motivação? Ou exausto além das forças no seu local de trabalho?

Dias intermináveis, demandas incessantes e pressão constante podem levar a um estado de esgotamento físico e mental conhecido como Burnout ou Síndrome de Burnout.

O burnout é um problema sério que afeta milhares de trabalhadores no Brasil, que sequer tem ideia que podem encontrar uma solução para isso.

Neste artigo, você aprenderá a identificar os sintomas do burnout, como lidar com o estresse e como conseguir auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez.

Continue lendo para aprender mais sobre como superar o burnout e recuperar sua vida.

Veja no artigo:

Neste texto, você irá ler sobre:
1. O que é Burnout?

Direto ao ponto: o Burnout é um estado de esgotamento físico, emocional e mental. Tudo junto.

Pode ser causado por uma combinação de fatores:

  • Estresse no trabalho;
  • Pressão excessiva;
  • Falta de reconhecimento; e
  • Falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

 

Estar exposto a essas condições pode levar a uma série de problemas de saúde, como ansiedade, depressão, problemas de sono e problemas gastrointestinais, por exemplo.

Trazendo da psicologia algumas informações, vale a pena a gente dizer aqui para vocês que o burnout é caracterizado por três dimensões:

  • Exaustão emocional: a pessoa sente-se esgotada e sem energia para lidar com as demandas do trabalho.
  • Despersonalização: a pessoa começa a tratar os seus colegas e clientes de forma indiferente ou até mesmo hostil.
  • Diminuição da realização pessoal: a pessoa sente-se ineficaz e incompetente no trabalho.

 

Em alguns casos, o Burnout pode ser tão grave que pode levar à incapacidade para o trabalho.

No caso dos segurados do INSS, sendo constatado o Burnout, pode ser concedido o auxílio-doença ou, dependendo da gravidade, até a aposentadoria por invalidez.

Pode ainda, se não diagnosticado e tratado a tempo, levar o segurado a ser demitido.

Já tivemos conhecimento de segurados que foram trocando de empregos ao longo da vida e não sabiam que estavam, na verdade, doentes.

Para que você não se sujeite a situações ainda mais complicadas, é importante que o segurado saiba reconhecer o burnout.

2. Reconhecendo os Sinais de Burnout

Vocês já sabem, então, que o burnout é um estado de esgotamento físico, emocional e mental.

Ela não surge de um dia para o outro e sem nenhuma origem, do nada.

Mas como saber se alguém está sofrendo com o burnout?

Existem sinais, físicos, emocionais e de comportamento que podem ajudar a identificar.

Esses sinais podem ser confundidos como alerta para outras doenças, mas no caso do burnout, existem sintomas que são marcantes.

A exaustão emocional é um dos principais sintomas do burnout. As pessoas que estão emocionalmente esgotadas sentem-se cansadas e sem energia para lidar com as demandas do trabalho.

A despersonalização é outro sintoma comum do burnout. As pessoas que estão despersonalizadas tendem a tratar os outros de forma indiferente ou até mesmo hostil.

A baixa realização pessoal é um sintoma de burnout que se caracteriza por um sentimento de ineficácia e incompetência. É como se não estivessem à altura das exigências do trabalho.

3. Quais são os impactos no Ambiente de Trabalho?

Esses sinais e sintomas não servem apenas de alerta para os trabalhadores.

Servem também para os empregadores.

É necessário que reconheçam o impacto que empregados com burnout têm na produtividade e adotem medidas para corrigir e promover um ambiente de trabalho saudável.

O prejuízo do burnout não é apenas individual, de quem está sofrendo. Ele também também pode ser coletivo.

Os gestores de pessoal têm que ficar atentos às condições negativas de trabalho que podem levar ao burnout vários empregados e, assim, prejudicar a todos os envolvidos.

Muita atenção para não gerar estresse crônicos com a pressão por resultados exagerados, insatisfação com a falta de material para trabalho ou ausência de reconhecimento.

Alerta também para a carga horária, porque podem afetar diretamente no desgaste físico e mental, sem falar no impulsionamento do estresse pela falta de equilíbrio entre a vida profissional e pessoal do trabalhador.

E, mais, atenção ao ambiente de trabalho,  que ele não seja hostil desenvolvendo um clima organizacional e uma rede de comunicação eficiente para se evitar conflitos e desencontros.

4. Buscando Ajuda Médica e Psicológica

Se você chegou até aqui e de alguma forma se identificou ou identificou alguém de sua família ou amigo que esteja tendo os sintomas ou que esteja dando os sinais, veja como é importante buscar ajuda.

Burnout não é frescura ou invenção, é uma doença séria que influencia, senão em todos, mas em vários aspectos da vida da pessoa.

É importante procurar ajuda profissional para que você tenha um diagnóstico preciso, receba um plano de tratamento adequado e apoio emocional suficiente para prevenir complicações.

Procurar ajuda, além de ser a medida para recuperar a sua saúde ou receber tratamento adequado, vai te ajudar também a se organizar para montar o seu pedido de benefício no INSS.

Criando evidências do diagnóstico.

Vocês viram que o burnout pode ter causas variadas e diversos sintomas que podem ser confundidos com outras doenças.

Não tendo o diagnóstico correto, você corre o risco de ter um pedido de auxílio-doença ou de aposentadoria por invalidez negado.

A documentação do seu médico ou psicólogo pode ser uma ferramenta valiosa para ajudá-lo a obter os benefícios previdenciários de que precisa.

Os médicos e psicólogos desempenham um papel fundamental na avaliação clínica documentando os sintomas, a gravidade do burnout e seu impacto nas atividades diárias.

Esses profissionais podem fornecer relatórios médicos detalhados que descrevem o diagnóstico, o tratamento e a evolução do seu estado de saúde ao longo do tempo.

E, ainda, algo muito importante: essa documentação é essencial ao solicitar benefícios previdenciários, como auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez.

Os relatórios médicos servem como evidência do seu estado de saúde e das limitações que o burnout está causando.

5. Auxílio-Doença e Aposentadoria por Invalidez

Se você for diagnosticado com burnout, poderá acionar o INSS para o recebimento ou do Auxílio-doença, enquanto acontece o tratamento e você volte a ter condições de trabalhar.

Ou, caso não exista possibilidade de voltar ao trabalho, poderá solicitar a aposentadoria por invalidez.

 

5.1. Diferença entre Auxílio-doença e Aposentadoria por Invalidez

O auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez compartilham requisitos semelhantes, como qualidade de segurado, cumprimento de carência e incapacidade para o trabalho.

A diferença crucial está na incapacidade de trabalhar.

O auxílio-doença é temporário e após a recuperação, o segurado volta ao trabalho.

Já a aposentadoria por invalidez pressupõe incapacidade permanente, total e irreversível, culminando em aposentadoria.

 

5.2. A origem da doença pode influenciar na concessão do benefício

Tenha em mente que tanto o auxílio como a aposentadoria podem ter 2 variações, ficando assim:

  • Auxílio-doença comum (B31);
  • Auxílio-doença acidentário (B91);
  • Aposentadoria por invalidez comum (B32);
  • Aposentadoria por invalidez acidentária (B92);

 

Os benefícios comuns (B31 e B32) estão relacionados a doenças com desenvolvimento ou origem pessoal, como características e comportamento do segurado.

Por outro lado, quando a doença está relacionada ao trabalho, são concedidos o auxílio-doença acidentário (B91) ou a aposentadoria por incapacidade acidentária (B92).

Isso ocorre porque existem doenças consideradas ocupacionais, ou seja, relacionadas ao ambiente de trabalho.

No caso do burnout você vai receber o auxílio-doença acidentário ou a aposentadoria por invalidez acidentária.

 

5.3 Reconhecimento da Síndrome de Burnout como doença do trabalho

A Síndrome de Burnout é reconhecida como uma condição de saúde relacionada ao trabalho por diversas organizações de saúde e entidades em todo o mundo.

Por exemplo, a Classificação Internacional de Doenças (CID-10) da Organização Mundial da Saúde (OMS) é um sistema internacional de classificação de doenças e problemas relacionados à saúde, amplamente utilizado para estatísticas de saúde e faturamento médico.

No CID-10, o Burnout é listado sob o código Z73.0 como “Problemas Relacionados com Dificuldades nos Meios de Lidar com a Vida” e é reconhecido como um fator influente nas condições de saúde, incluindo o ambiente de trabalho.

 

O burnout faz parte de alguma lista de doenças relacionadas ao trabalho?

Há uma extensa controvérsia jurídica entre especialistas devido à revogação da Portaria nº 2.309, datada de 28 de agosto de 2020.

Essa Portaria havia promovido uma atualização da LDRT (Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho), expandindo-a de 182 para 347 diagnósticos em relação à lista anterior e incluído o burnout.

Porém, de maneira inesperada, o governo optou por revogar essa Portaria em um período de apenas 24 horas.

Sem nos envolvermos em discussões políticas sobre o assunto, nosso foco é destacar o que é de relevância direta aqui.

Apesar da revogação dessa atualização, é importante entender que a presença ou ausência de uma lista específica não determina se uma doença pode ou não ser considerada de origem ocupacional.

A lista tem um caráter exemplificativo e facilitador. Mesmo que uma doença não esteja explicitamente mencionada nela, isso não impede que seja reconhecida como relacionada ao trabalho.

Existem outras abordagens para comprovar que sua condição de saúde está vinculada às atividades laborais.

O burnout, por exemplo, já está listado no Decreto nº 3.048/99, que regulamenta a Previdência Social.

 

Qual a importância de reconhecer o burnout como doença do trabalho?

Valores a receber do INSS.

No caso do Auxílio-doença, seja ele acidentário (B91) ou previdenciário (B31), não há diferenças.

É calculada a média dos maiores salários de contribuição do segurado, considerando os últimos 12 meses anteriores ao afastamento e o segurado recebe 91% desse valor.

Por outro lado, na Aposentadoria por invalidez previdenciária (B32), o valor é calculado com base na média de 100% dos salários de contribuição do segurado, sendo que vai receber apenas 60% da média, mais 2% para cada ano que exceder 20 anos de contribuição.

Na Aposentadoria por invalidez acidentária (B92), o valor é integral, ou seja, corresponde a 100% da média dos salários de contribuição.

 

5.4 Quais são os outros direitos decorrentes do diagnóstico de burnout?

Em termos previdenciários existem ainda outros benefícios que podem ser concedidos para os segurados:

  • Auxílio-Acidente;
  • Reabilitação profissional.

 

O Auxílio-Acidente é um benefício exclusivo para os trabalhadores segurados do INSS que tenham sofrido um acidente.

O Burnout é considerado uma doença ocupacional, que de acordo com a legislação, pode ser equiparada a acidente de trabalho.

Diferentemente de outros benefícios, o auxílio-acidente é concedido a segurados que tenham uma redução na capacidade laboral, mas ainda sejam capazes de realizar alguma atividade remunerada.

Seu propósito é compensar a perda parcial da capacidade de trabalho.

Esse auxílio é pago mensalmente, independentemente da permanência no emprego atual.

Para se qualificar ao auxílio-acidente, o trabalhador deve comprovar a existência de uma lesão permanente que reduza a capacidade de trabalho.

No caso de acidentes de trabalho, o segurado deve apresentar documentos médicos que confirmem a relação entre o acidente e a lesão adquirida.

Essa confirmação pode ser obtida por meio de exames, laudos médicos, prontuários, entre outros documentos que evidenciem o impacto do acidente na capacidade de trabalho do segurado.

O Auxílio-Acidente, em geral, pode ser acumulado com a maioria dos outros benefícios previdenciários do INSS, exceto em situações específicas:

  • Não pode ser acumulado com o Auxílio-Doença se decorrente da mesma doença ou acidente que causou o Auxílio-Acidente. Entretanto, há exceção caso a doença ou acidente seja diferente.
  • Não pode ser acumulado com qualquer categoria de aposentadoria.
  • Não pode ser acumulado com outro Auxílio-Acidente.

 

Já no caso da Reabilitação profissional, o objetivo é proporcionar oportunidades para que o segurado retorne ao mercado de trabalho de acordo com suas aptidões.

Visa reintegrar a pessoa por meio de reabilitação física, mental, sensorial ou profissional.

O processo abrange várias fases, incluindo avaliações médicas, tratamentos, terapias, ajustes no ambiente laboral e até a implementação de tecnologias assistivas.

Profissionais da área médica, psicólogos, assistentes sociais e terapeutas colaboram para avaliar, identificar limitações, elaborar planos e monitorar o progresso.

É um direito garantido por lei e pode ser solicitado ao INSS. Mas atenção, uma avaliação médica prévia é essencial para determinar a abordagem mais adequada às necessidades individuais.

Existem outros direitos do segurado com burnout?

Sim, existem.

Estão mais relacionados à área trabalhista, mas vale a pena a gente deixar aqui a informação para vocês:

  • Estabilidade no emprego: o direito de estabilidade no emprego, não podendo ser dispensado por um período de 12 meses após a alta do INSS;
  • Recolhimento do FGTS: sendo deferido o auxílio-doença acidentário (B91), po empregador é obrigado a manter os depósitos do FGTS;
  • Manutenção do plano de saúde: se a empresa fornece plano de saúde, este deve ser mantido durante a recuperação do empregado;
  • Indenizações ou pensões: dependendo das circunstâncias e provas, o trabalhador pode receber indenizações por danos materiais ou morais, e ainda, pensões.

 

Atenção!!! Estes outros direitos são da esfera trabalhista. E caso o segurado seja prejudicado ou não atendido, a questão é resolvida na Justiça do Trabalho.

6. Como organizar a documentação e provar a incapacidade?

Para obter benefícios previdenciários, como o auxílio-doença acidentário, a aposentadoria por invalidez ou o auxílio-acidente, além de cumprir com os requisitos, existe a necessidade de provar.

 

6.1 Organizando a papelada

Nossa dica é separar os seguintes documentos:

  • Avaliação Médica: A Síndrome de Burnout é uma doença que atinge tanto a parte física, como a mental do segurado. Mas normalmente o diagnóstico é fechado por médico psiquiatra que encaminha para outras especialidades, para auxiliar no tratamento.
  • Laudos e Relatórios Médicos: Solicite ao médico laudos, relatórios e exames detalhados que descrevem sua condição, suas limitações e a relação com o trabalho.

 

Essa documentação deve ser detalhada e conter informações sobre tratamentos realizados, medicações prescritas e recomendações médicas.

  • Documentação Hospitalar: Caso tenha sido hospitalizado, que não é raro no caso de Burnout, obtenha cópias de todos os registros hospitalares, incluindo resultados de exames, relatórios médicos e notas de alta.
  • Receitas e Medicamentos: Guarde as receitas médicas e comprovantes de aquisição de medicamentos relacionados ao tratamento da sua condição.
  • Atestados de Afastamento: Se o médico recomendou afastamento do trabalho, solicite atestados médicos que comprovem a incapacidade temporária para a função.
  • Registro de Consultas: Mantenha um registro das datas de consultas médicas, tratamentos e terapias realizadas.
  • Comunicação com o Empregador: Mantenha registros de qualquer comunicação com o empregador relacionada à sua condição de saúde e afastamento do trabalho.
  • Declarações de Testemunhas: Se for relevante, peça a colegas de trabalho ou familiares para redigirem declarações testemunhando sobre a sua condição e limitações.
  • Relação com o Trabalho: Documente como a sua condição de saúde impactou suas atividades laborais e como você se tornou incapaz de executar suas funções.

 

6.2. Momento de comprovar a doença: a perícia do INSS

Uma das fases essenciais no processo de solicitação e concessão de diversos benefícios do INSS envolve a realização de uma perícia médica, destinada a avaliar a elegibilidade do indivíduo para receber o benefício em questão.

E não poderia ser diferente no caso de pedidos de benefícios baseados em burnout.

A perícia do INSS constitui uma análise efetuada por um médico perito vinculado ao INSS, visando a determinar se o segurado possui a capacidade laboral necessária para continuar exercendo suas atividades profissionais.

A perícia é um procedimento obrigatório.

Tudo o que você precisa saber antes de se submeter a uma perícia, pode ser encontrado clicando aqui.

Seguindo as recomendações desse material que disponibilizamos, suas chances de sucesso na perícia são grandes.

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7. O Papel de um Advogado Especializado

Se você está pensando em solicitar benefícios previdenciários, é importante consultar um advogado especializado em direito previdenciário.

O advogado pode ajudá-lo a entender suas opções e tomar as decisões certas para sua situação.

Se você optar por contratar um advogado especialista, ele poderá te ajudar com:

  • Assessoria Personalizada: orientação personalizada, levando em consideração sua situação específica, de forma individual.
  • Organização da documentação: advogados especializados têm a expertise para identificar as evidências médicas e documentais necessárias para apresentação dos pedidos;
  • Caracterização correta da necessidade: eles podem desenvolver argumentos jurídicos bem fundamentados que ressaltam como sua condição de saúde, no caso de burnout, afeta sua capacidade de trabalho.
  • Preparação para a Perícia: podem orientar você sobre como se preparar para a perícia médica.
  • Apresentação de recursos e acionar a Justiça: se a solicitação inicial for negada, um advogado especializado poderá apresentar recursos e ajuizar ações na Justiça, se necessário.
  • Relacionamento com o INSS: lidar com o INSS pode ser estressante. Ter um advogado experiente ao seu lado pode aliviar parte desse fardo, permitindo que você se concentre em sua saúde e bem-estar.

 

Resumindo: esse profissional possui conhecimentos específicos e experiência na área, o que pode oferecer uma série de benefícios significativos durante o processo de solicitação dos benefícios.

Um artigo detalhado sobre esse tópico pode ser encontrado aqui.

8. Estudos de Caso e Exemplos

A Síndrome de Burnout pode afetar uma variedade de profissões, mas é mais comum em campos onde há alta demanda emocional, pressão constante e responsabilidades intensas.

Nós separamos alguns exemplos de profissões em que a síndrome de burnout é mais prevalente e como um advogado especialista auxiliou.

 

  • Profissionais da Saúde:

Médicos e enfermeiros frequentemente enfrentam longas horas de trabalho, decisões difíceis e situações emocionalmente desafiadoras, como lidar com pacientes gravemente doentes ou mortes.

A pressão para manter altos padrões de cuidado, juntamente com um ambiente muitas vezes caótico e sobrecarregado, pode levar a um desgaste físico e emocional significativo.

Exemplo: Ana procurou um advogado previdenciário após perceber que sua saúde mental e física estavam sendo prejudicadas pelo trabalho em uma ala de cuidados intensivos.

O advogado reuniu documentação médica e evidências das longas horas de trabalho e pressão emocional que Ana enfrentava.

Ele utilizou essas informações para argumentar que a Síndrome de Burnout estava afetando sua capacidade de trabalhar.

Com o auxílio do advogado, Ana conseguiu o auxílio-doença, permitindo-lhe tempo para recuperar sua saúde.

 

  • Profissionais de Educação:

Professores lidam com uma variedade de desafios, incluindo grandes classes, necessidades individuais dos alunos, pressão para cumprir currículos rigorosos, falta de material, violência e outros.

Exemplo: Carlos é um professor de escola primária. Ele trabalha longas horas, preparando atividades educacionais e ajudando os alunos com necessidades especiais.

No entanto, o constante equilíbrio entre as expectativas dos pais, administradores da escola e os desafios de sala de aula começa a deixá-lo esgotado.

Carlos percebe que sua paixão pela educação está sendo sobrecarregada pelo estresse constante.

O advogado analisou suas condições de trabalho, incluindo a alta carga emocional e a pressão para cumprir metas educacionais.

Ele ajudou Carlos a documentar as condições de trabalho e as evidências do impacto negativo em sua saúde mental em laudos e atestados.

Com base nessas informações, o advogado auxiliou Carlos a obter o auxílio-doença, permitindo-lhe um período de descanso e tratamento.

 

  • Área de Serviço ao Cliente:

Profissionais de serviço ao cliente enfrentam a demanda de atender clientes frequentemente frustrados e lidar com problemas em um ambiente de alta pressão.

A necessidade de manter a cortesia e eficiência pode resultar em exaustão emocional e mental.

Exemplo: Maria é uma atendente de call center que lida com clientes irritados todos os dias e sente que está perdendo sua alegria no trabalho.

Ela buscou orientação de um advogado previdenciário depois de perceber que estava à beira do burnout.

O advogado ajudou Maria a reunir registros médicos e depoimentos que mostram como a pressão constante estava afetando sua saúde emocional.

Com a ajuda do advogado, Maria obteve o auxílio-doença e pôde se afastar temporariamente para cuidar de sua saúde.

 

  • Área de Tecnologia:

Profissionais de tecnologia muitas vezes trabalham sob prazos apertados para entregar projetos complexos.

A constante evolução tecnológica e as altas expectativas para inovação podem levar a um ritmo de trabalho frenético e a pressões constantes.

Exemplo: André é um desenvolvedor de software que trabalha para uma empresa de tecnologia. Ele é apaixonado por seu trabalho, mas a pressão constante para entregar projetos dentro de prazos apertados começa a consumi-lo.

Ele começa a passar noites em claro para resolver problemas técnicos e atender às expectativas dos clientes.

O advogado ajudou André a documentar as longas horas de trabalho, prazos apertados e a pressão constante em sua área.

Ele auxiliou na preparação do pedido de auxílio-doença e na perícia, destacando como a Síndrome de Burnout estava prejudicando sua capacidade de trabalho.

 

  • Profissionais Criativos:

Criativos frequentemente enfrentam o desafio de criar constantemente, lidar com a crítica e a incerteza financeira.

A pressão para produzir trabalho original e criativo pode levar ao burnout, especialmente quando combinada com o estresse financeiro que muitos artistas independentes enfrentam.

Exemplo: Sofia é uma escritora independente, autônoma, que ama o que faz, mas lida com bloqueios criativos frequentes. Ela enfrenta a pressão de produzir constantemente novos conteúdos para seus clientes e plataformas online.

Apresentou seu pedido ao INSS que foi negado. Ela procurou então um advogado que entrou com uma ação na Justiça.

Além da documentação médica que juntou, o advogado ajudou Sofia a coletar depoimentos de colegas e clientes que testemunharam seu desgaste emocional e bloqueios criativos.

Com base nesses relatos, o advogado auxiliou Sofia no processo e conseguiu demonstrar ao juiz como o burnout estava afetando sua produtividade e bem-estar.

 

  • Área Jurídica:

Os advogados enfrentam casos complexos, prazos rigorosos e uma carga de trabalho intensa.

A natureza competitiva da profissão, juntamente com a pressão para representar os interesses dos clientes, pode resultar em um alto nível de estresse e exaustão.

Exemplo: João é um advogado experiente que trabalha em um escritório de advocacia renomado.

Ele está sempre correndo contra prazos para preparar casos complexos e comparecer a audiências. A pressão para representar os interesses dos clientes e o ambiente competitivo começam a afetar sua saúde mental.

Consultou um colega advogado, especialista em previdência, que percebeu que a pressão constante estava afetando sua saúde mental.

O colega auxiliou João na coleta de evidências de casos complexos, prazos apertados e do ambiente competitivo da área jurídica.

Ele utilizou essas informações para fundamentar o pedido de auxílio-doença, mostrando como a Síndrome de Burnout estava afetando sua capacidade de representar efetivamente seus clientes.

 

  • Trabalhadores de Resgate e Emergência:

Profissionais de resgate e emergência estão frequentemente expostos a situações traumáticas e de alto risco.

A natureza imprevisível dessas profissões, combinada com a necessidade de tomar decisões rápidas, pode resultar em um esgotamento emocional profundo.

Exemplo: Laura é uma paramédica que responde a chamados de emergência. Ela já salvou vidas em várias situações, mas também testemunhou tragédias e sofrimento humano.

Com o tempo, a natureza emocionalmente intensa de seu trabalho começa a impactar sua saúde mental.

Laura se vê lutando para lidar com o estresse constante e as imagens traumáticas que ela encontra em sua profissão. Está dormindo pouco e não consegue mais se concentrar em atividades simples.

O advogado auxiliou Laura a reunir todos os documentos (laudos de médicos e afastamentos curtos do trabalho), além de registros de chamados e depoimentos que evidenciavam o impacto emocional de seu trabalho.

Vocês viram que o papel do advogado especialista em direito previdenciário pode ser decisivo na hora de reunir as informações e de fazer o pedido.

Consulte sempre um advogado.

9. Conclusão

Diante desses exemplos que trouxemos, fica claro que a Síndrome de Burnout é uma realidade que pode afetar qualquer profissional.

Com a conscientização sobre os sinais de burnout e da busca por ajuda profissional, é possível transformar um cenário de exaustão em um caminho para a recuperação e retomada do bem-estar.

Seja um profissional da saúde, um educador, ou alguém de qualquer outra área, lembre-se de que cuidar da sua saúde mental é uma prioridade e buscar ajuda é uma demonstração de força, não de fraqueza.

Se você ainda está com dúvidas ou deseja um acompanhamento personalizado, entre em contato com a nossa equipe por meio do nosso WHATSAPP, para agendarmos uma consulta.

Toda a equipe do escritório Tenório Advogados Associados está engajada na entrega de informações claras e diretas para nossos leitores em uma linguagem que foge do tradicional juridiquês da prática dos advogados.

O Tenório Advogados Associados tem atuado em Pernambuco há mais de 20 anos com especialização em Direito Previdenciário. Temos orgulho da nossa tradição de excelência em nossos serviços.

Ah, se você gostou das informações deste texto, aproveite e compartilhe elas com a família e os amigos.

 

 

Paulicleia Tenório
Paulicleia Tenório
Advogada da Tenório Advogados, OAB 38347 PE, graduada pela Universidade Federal de Pernambuco e pós-graduada em Direito Previdenciário pela INFOC.

Você está doente e precisa se afastar do trabalho?

Paulicleia Tenório
Paulicleia Tenório
Advogada da Tenório Advogados, OAB 38347 PE, graduada pela Universidade Federal de Pernambuco e pós-graduada em Direito Previdenciário pela INFOC.