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Cardiopatia Grave Aposenta? Entenda como conseguir benefícios junto ao INSS por problemas cardíacos

Se você está lidando com uma Cardiopatia Grave, compreende a importância de buscar o suporte necessário para preservar sua saúde e bem-estar.

Ao enfrentar todos os passos necessários para garantir benefícios junto ao INSS, é natural que se depare com a complexidade dos procedimentos, exigências documentais e burocracia, especialmente quando se tratam de questões de saúde e de INSS.

Nosso objetivo é fornecer esclarecimentos e oferecer a orientação necessária para simplificar esse caminho, permitindo que você possa fazer o seu pedido de aposentadoria ou auxílio da forma mais acessível.

Estamos comprometidos em lhe ajudar neste processo, visando sua tranquilidade e segurança durante esse período desafiador.

Você vai ver nesse post:
1. O que é cardiopatia grave?

Cardiopatia grave é a categoria para todas as doenças do coração que levam à redução da capacidade funcional do órgão, a ponto de acarretar risco à vida ou impedir o segurado de exercer as suas atividades.

Elas podem ser divididas nas categorias  aguda, crônica ou terminal.

A legislação brasileira prevê ainda que a cardiopatia grave é uma das doenças graves que afastam a necessidade de carência para conceder os benefícios. Logo falaremos mais sobre este tema.

Em alguns casos, a cardiopatia grave pode ser causada por fatores genéticos, no entanto, a maioria dos casos é causada por fatores ambientais, como hipertensão arterial, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo.

Agora nós vamos pedir um pouquinho de licença e invadir a área médica.

Sintomas principais

Os sintomas principais de uma cardiopatia grave são:

  • Dificuldade para respirar: a pessoa sente falta de ar, mesmo ao realizar atividades leves.
  • Dores no peito: a dor pode ser aguda ou leve, com ou sem irradiação para o braço esquerdo, ombro ou pescoço.
  • Desmaios, desorientação ou sonolência frequente: a pessoa pode chegar a desmaiar, apresentar confusão mental ou sonolência excessiva.
  • Cansaço após pequenos esforços: a pessoa se cansa facilmente, mesmo ao realizar atividades simples, como caminhar pequenas distâncias ou passar algum tempo de pé.
  • Palpitações cardíacas: a pessoa sente o coração batendo forte ou irregularmente (arritmia).
  • Dificuldade para dormir deitado: a pessoa sente desconforto ou falta de ar ao deitar-se.
  • Tosse noturna: a pessoa apresenta tosse seca ou com expectoração, principalmente durante a noite.
  • Inchaço dos membros inferiores: os pés, tornozelos, pernas e/ou mãos ficam inchados.

1.1. Diferença entre problemas cardíacos comuns e cardiopatia grave

A principal diferença entre problemas cardíacos comuns e cardiopatia grave é que a cardiopatia grave é uma doença que necessariamente afeta a capacidade funcional do coração, isto é, a capacidade de continuar bombeando o sangue, com este comprometimento podendo levar à morte.

Por outro lado, problemas cardíacos comuns, como arritmia, angina e hipertensão arterial, podem causar sintomas semelhantes aos da cardiopatia grave. No entanto, esses problemas geralmente são menos graves, podendo ser tratados de forma ambulatorial, por meio de medicamentos de uso contínuo ou, em casos mais preocupantes, procedimento cirúrgico.

Além disso, no caso das cardiopatias comuns, existe a necessidade de cumprir carência para pedir os benefícios do INSS.

Como dito anteriormente, as cardiopatias graves podem ser divididas com base na evolução dos sintomas e condição clínica, como por exemplo:

  • Cardiopatia grave crônica: é caracterizada pela perda progressiva da capacidade funcional do coração, muitas vezes se estendendo por um longo período de piora das funções do coração. Doenças neste estágio costumam ser agravadas por fatores ambientais, tais como hipertensão arterial, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo.
  • Cardiopatia grave aguda: é caracterizada por possuir uma evolução rápida, levando a uma diminuição brusca das funções do coração. Costuma ser identificada quando da ocorrência de infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca aguda e miocardiopatia dilatada.
  • Cardiopatia grave terminal: identificada quando o coração não consegue desempenhar adequadamente suas funções, havendo sérias dificuldades ou impossibilidade de cura definitiva, com consequente prejuízo à expectativa de vida da pessoa. Normalmente se apresenta em casos de insuficiência cardíaca terminal, miocardiopatia dilatada terminal e cardiomiopatia hipertrófica.
2. Como é realizado o diagnóstico?

O diagnóstico de uma cardiopatia grave é realizado com base na história clínica do paciente, no exame físico e em exames complementares.

É muito importante o cuidado com o diagnóstico, porque para a concessão dos benefícios por incapacidade, o segurado é submetido a uma perícia, em que é avaliado o quadro geral de saúde do segurado e a sua capacidade para o trabalho.

Mas antes da perícia do INSS, você precisa verificar se o seu quadro de saúde junto ao seu médico de confiança, sendo o seu papel fundamental para o preenchimento dos laudos médicos, solicitação de exames e demais documentos, todos estes usados para que o perito do INSS possa dar suas conclusões sobre o direito ao benefício.

O seu médico irá perguntar sobre seus sintomas, como dor no peito, falta de ar, desmaios, cansaço, palpitações cardíacas, dificuldade para dormir deitado, tosse noturna e inchaço dos membros inferiores.

Também irá perguntar sobre seus hábitos de vida, como tabagismo, sedentarismo, alimentação e histórico familiar de doenças cardíacas.

Exame físico

O médico examina o segurado prestando atenção à sua frequência cardíaca, pressão arterial, ritmo cardíaco, ausculta cardíaca e outros sinais e sintomas. E, se entender necessário, vai realizar ou solicitar outros exames, a fim de melhor compreender a situação do seu paciente.

Exames complementares

Os exames complementares são essenciais para confirmar o diagnóstico de cardiopatia grave e determinar o tipo de doença específica. Os principais exames utilizados são:

  • Eletrocardiograma (ECG): registra a atividade elétrica do coração. É um exame simples e não invasivo que pode ajudar a identificar anormalidades no ritmo cardíaco, como arritmias.
  • Ecocardiograma: utiliza ondas sonoras para criar imagens do coração. É um exame não invasivo que pode ajudar a avaliar a estrutura e o funcionamento do coração.
  • Raio X de tórax: pode ser utilizado para identificar anormalidades no tamanho e na forma do coração.
  • Teste ergométrico: avalia a capacidade do coração de bombear sangue durante o exercício físico, normalmente feito em esteiras ou bicicleta fixa.
  • Cintilografia miocárdica: utiliza radioisótopos para avaliar a irrigação sanguínea do coração.
  • Holter de 24 horas: registra a atividade elétrica do coração durante 24 horas.
  • Cateterismo cardíaco: é um exame invasivo que permite ao médico visualizar o interior das artérias coronárias e avaliar o fluxo sanguíneo para o coração.

Em razão da grande quantidade de exames para diagnóstico de doenças cardíacas, separamos aqui alguns dos exames específicos para diagnóstico de algumas cardiopatias, como por exemplo:

Tipo de cardiopatia

Exame específico

Infarto agudo do miocárdio

Eletrocardiograma (ECG) com alterações características, elevação dos marcadores inflamatórios (troponinas e CK-MB)

Insuficiência cardíaca

Eletrocardiograma (ECG) com alterações características, ecocardiograma com alterações características

Miocardiopatia dilatada

Ecocardiograma com alterações características

Miocardiopatia hipertrófica

Ecocardiograma com alterações características

Cardiomiopatia restritiva

Ecocardiograma com alterações características

Valvulopatia

Ecocardiograma com alterações características

Arritmia cardíaca

Eletrocardiograma (ECG) com alterações características, teste ergométrico, Holter de 24 horas

Cardiopatia congênita

Ecocardiograma, raio X de tórax, cateterismo cardíaco

 

Em alguns casos, outros exames podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico ou para obter mais informações sobre a doença.

A importância de saber, fazer e ter esses exames em relação ao INSS é que eles podem ser utilizados para comprovar que o requerente é de fato portador de uma cardiopatia grave, a qual pode levar à concessão de uma aposentadoria por invalidez ou auxílio-doença.

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3. Qual o Impacto no Ambiente de Trabalho de um segurado com cardiopatia grave?

A cardiopatia grave pode ter um impacto significativo no ambiente de trabalho.

No segurado com diagnóstico de cardiopatia grave, pode afetar tanto o desempenho quanto a capacidade de realizar determinadas atividades laborais.

Por exemplo:

  • Fadiga e baixo desempenho

A fadiga é uma característica comum em pessoas com cardiopatia grave. Isso ocorre porque o coração precisa trabalhar mais para bombear sangue para o corpo.

A fadiga pode levar a uma diminuição da energia e da resistência, afetando o desempenho no trabalho. Tarefas que exigem esforço físico ou mental podem se tornar mais desafiadoras, levando a um rendimento abaixo do esperado.

  • Limitações nas atividades físicas

Muitos ambientes de trabalho exigem alguma forma de atividade física, mesmo que seja apenas movimentar-se no escritório.

Para pessoas com cardiopatia grave, essas limitações podem ser inevitáveis. Isso pode impactar profissões que envolvem trabalho manual, deslocamentos frequentes ou atividades que exigem esforço físico constante.

  • Estresse e ansiedade

O diagnóstico de cardiopatia grave pode desencadear estresse e ansiedade. O ambiente de trabalho, muitas vezes caracterizado por prazos apertados e pressões, pode agravar esses sintomas.

  • Falta de concentração

Distúrbios relacionados à cardiopatia, como falta de ar e dores no peito, podem prejudicar a concentração. Tarefas que exigem foco e atenção podem se tornar mais desafiadoras, comprometendo a eficiência e a precisão no trabalho.

  • Necessidade de intervalos frequentes

Para lidar com os sintomas da cardiopatia, os trabalhadores podem necessitar de intervalos frequentes para descanso. Isso pode interromper o fluxo normal de trabalho e afetar a produtividade, especialmente em ambientes onde a continuidade é rotina.

  • Impossibilidade de exercer certas funções

Em casos mais graves, a cardiopatia pode tornar certas funções de trabalho completamente inviáveis. Profissões que demandam esforço físico intenso ou exposição a ambientes estressantes podem se tornar impraticáveis para o trabalhador.

A cardiopatia grave pode ter um impacto significativo no ambiente de trabalho, afetando tanto o bem-estar quanto o desempenho profissional segurado.

Todos os impactos que mencionamos acima são importantes e devem ser observados, mas a dificuldade para o trabalho ou perda de rendimento podem significar a incapacidade para o trabalho, seja ela temporária ou definitiva.

É com esta afirmação que começaremos a falar dos benefícios do INSS para os segurados com cardiopatias.

4. Tipos de benefícios e garantias para cardiopatas

Vamos falar dos principais benefícios e garantias para os segurados com diagnóstico de cardiopatia.

4.1. O Auxílio-doença

O trabalhador filiado ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS), contribuindo regularmente como empregado ou autônomo, tem direito a solicitar aposentadorias e benefícios junto ao INSS.

Um desses benefícios é o auxílio-doença, concedido aos segurados incapacitados temporariamente para o trabalho devido a problemas de saúde.

Existem critérios específicos para a concessão do auxílio-doença, iniciando com a análise médica e emissão de atestado de afastamento. Se o afastamento for superior a 15 dias, a empresa deixará de pagar os dias que o trabalhador estiver afastado, de modo que o segurado pode e deve solicitar o benefício junto ao INSS para garantir sua renda.

Os requisitos para pedir o auxílio-doença incluem a qualidade de segurado, que demanda inscrição no INSS e regularidade das contribuições. E também, a carência mínima de 12 contribuições mensais ao INSS é necessária, exceto em casos específicos de algumas doenças, como a cardiopatia grave.

A incapacidade para o trabalho, comprovada por perícia médica do INSS, é um requisito fundamental. A avaliação médica visa determinar se o segurado está temporariamente incapaz para o trabalho, possibilitando a concessão do auxílio-doença.

Se você precisa de mais informações sobre como solicitar o auxílio-doença e compreender seus direitos previdenciários, acesse O que preciso saber para pedir o auxílio-doença?. Nossa equipe está pronta para oferecer o suporte necessário durante esse processo desafiador.

E se o meu pedido de auxílio-doença for negado?

Se o seu pedido de auxílio-doença foi negado pelo INSS, você não precisa se desesperar. Existem algumas alternativas que você pode tomar para tentar reverter a decisão.

Uma opção é entrar com recurso administrativo no próprio INSS. Para isso, você terá 30 dias corridos, contados a partir da data da notificação da decisão, para apresentar o recurso.

Outra opção é ingressar com uma ação judicial contra o INSS. Para isso, você precisará de um advogado especialista em direito previdenciário.

Para saber mais sobre o que fazer se o seu pedido de auxílio-doença foi negado pelo INSS, acesse o site da Tenório Advogados: Tive meu pedido de auxílio-doença negado pelo INSS. O que devo fazer?

Ou ainda, Para saber mais sobre como converter o auxílio-doença em aposentadoria por invalidez em caso de acidente de trabalho, acesse o site da Tenório Advogados: Acidentes de Trabalho: Como converter o Auxílio em Aposentadoria por invalidez.

Saiba o que é a progressão.

A progressão do auxílio-doença para a aposentadoria por invalidez ocorre quando o segurado que está recebendo o auxílio-doença é considerado incapaz para o trabalho de forma permanente.

Para que isso aconteça, é necessário que o segurado passe por uma nova perícia médica no INSS, que irá avaliar o seu estado de saúde e definir se ele ainda está incapacitado para o trabalho.

Se a perícia médica concluir que o segurado está incapaz para o trabalho de forma permanente, ele terá direito à aposentadoria por invalidez.

4.2. A Aposentadoria por Invalidez

A aposentadoria por invalidez é concedida para o segurado do INSS que perde a sua capacidade de trabalhar permanentemente. Sem chances de retornar ao trabalho.

A perda da capacidade pode ser física ou mental, que pode aparecer ao longo da vida ou por causa de um acidente grave.

Não basta apenas existir a incapacidade. O segurado do INSS ainda deve atender aos requisitos mínimos que a legislação previdenciária exige. Vejam quais são

  • Ter a qualidade de segurado do INSS;
  • Estar incapacitado para o trabalho e sem possibilidade de reabilitação;
  • Ter cumprido o prazo mínimo de carência.

Não basta cumprir com um dos requisitos. O segurado deve se atentar para todos, se faltar a comprovação de um deles, o pedido de aposentadoria por invalidez é indeferido.

Para saber mais sobre como solicitar a aposentadoria por invalidez, acesse o site da Tenório Advogados: Aposentadoria por invalidez: Fique por dentro de tudo para 2023.

Possibilidade de reavaliação pelo INSS

Se você ouviu falar no pente fino do INSS, saiba que isso pode ocorrer com quem está aposentado por invalidez:

Durante o Pente Fino, são examinados os requisitos que fundamentaram a concessão da aposentadoria por invalidez.

Além da avaliação social e das condições pessoais do segurado, são minuciosamente analisados todos os critérios necessários para a concessão desse benefício, incluindo o período de carência, histórico contributivo, documentação geral, e a realização de perícia.

Conforme a legislação, nem todas as aposentadorias por invalidez passarão pelo Pente Fino. Critérios foram estabelecidos para orientar o trabalho do INSS nesse processo. Desta forma, estão sujeitos ao Pente Fino:

  • Aqueles que recebem benefícios de incapacidade sem perícia por mais de 6 meses;
  • Aqueles que não têm data final de concessão do benefício;
  • Aqueles que não possuem indicação de reabilitação profissional.

Vale ressaltar que os “benefícios de incapacidade” mencionados acima, conforme definido pela lei, incluem tanto o auxílio-doença quanto a aposentadoria por invalidez. À primeira vista, a regra pode parecer contraditória: como alguém pode receber aposentadoria por invalidez sem passar por perícia?

Essa aparente contradição é uma das razões pelas quais o Pente Fino é realizado, visando identificar inconsistências e erros nos benefícios e aposentadorias concedidos.

Quando é possível o Acréscimo de 25%?

A aposentadoria por invalidez oferece outra vantagem significativa: a possibilidade de receber benefícios adicionais, caso seja comprovada a necessidade de assistência de outra pessoa devido à incapacidade do segurado.

Essa assistência é para indivíduos que enfrentam limitações severas e dependem de auxílio nas atividades diárias.

O adicional de 25% tem como objetivo fornecer suporte e cuidados especiais, assegurando que o segurado desfrute de uma melhor qualidade de vida, mesmo diante das restrições impostas pela invalidez.

É fundamental destacar que a concessão desse adicional está sujeita à avaliação e comprovação da necessidade por parte do segurado, por meio de perícia e documentação.

4.3. Isenção de imposto de renda

A isenção de imposto de renda é um benefício fiscal concedido a pessoas que se enquadram em determinadas condições específicas. No Brasil, a isenção do imposto de renda de pessoa física (IRPF) é prevista na Lei nº 7.713/88.

De acordo com a lei, têm direito à isenção de IRPF:

  • Pessoas com deficiência física, mental ou sensorial, que impossibilitem a sua atividade laborativa;
  • Pessoas portadoras de moléstia profissional, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados de doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), e outras moléstias graves, definidas em lei.

Comprovação da cardiopatia grave para isenção de imposto de renda

A cardiopatia grave é uma das doenças graves que permitem a isenção de imposto de renda no Brasil. Para ter direito ao benefício, o contribuinte deve apresentar um laudo médico que comprove a doença.

O laudo médico deve ser emitido por um médico especialista, e deve conter as seguintes informações:

  • O nome do paciente;
  • O diagnóstico da doença;
  • O estágio da doença;
  • A necessidade de tratamento médico contínuo;
  • A expectativa de vida do paciente.

O contribuinte deve solicitar a isenção de imposto de renda por meio do site do Meu INSS ou canal 135 conforme imagem abaixo, devendo ser acompanhado de laudo médico, documento de identidade e demais documentos solicitados pelo servidor.

A isenção de imposto de renda é um benefício importante para pessoas com cardiopatia grave, caso seja concedido, o INSS deixará de retirar o valor do imposto de renda destinado à Receita Federal. Ela pode ajudar a reduzir os custos do tratamento da doença, e garantir uma melhor qualidade de vida para o paciente.

4.4. Benefício assistencial à pessoa com deficiência

Este benefício, também chamado de BPC ou LOAS, pode ser utilizado por pessoas que nunca contribuíram para o INSS, mas desde que atendam a alguns requisitos.

Para ter direito ao BPC, é necessário:

  • Ter idade igual ou superior a 65 anos ou ser pessoa com deficiência;
  • Não possuir meios de prover a própria manutenção e nem de tê-la provida por sua família.

Vamos explicar como é possível a concessão do BPC/LOAS no caso de uma criança com cardiopatia grave,.

Maria, uma menina de 2 anos de idade, foi diagnosticada com uma doença rara e congênita chamada Tetralogia de Fallot. Essa doença afeta as quatro válvulas internas do coração, causando comprometimento da separação entre o sangue venoso (pobre em oxigênio) com o sangue arterial (rico em oxigênio). Esta doença é normalmente diagnosticada desde o nascimento, e caso não seja alvo de operação, pode acarretar em sintomas graves e até a morte do recém nascido.

Os pais de Maria, preocupados com o futuro da filha, decidiram solicitar o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS). Esse benefício é destinado a pessoas com deficiência que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção e nem de tê-la provida por sua família.

Para solicitar o BPC/LOAS, é necessário apresentar os seguintes documentos:

  • Certidão de nascimento ou documento de identidade com foto;
  • CPF;
  • Comprovante de renda familiar;
  • Laudo médico que comprove a deficiência.
  • Comprovante de inscrição ao CAD ÚNICO.

No caso de Maria, os pais apresentaram todos os documentos necessários.

O laudo médico, emitido por um cardiologista, diagnosticou a Tetralogia de Fallot e indicou que a doença causa deficiência física grave, pois impede a menina de realizar atividades da vida diária de forma independente.

Além disso, os pais de Maria comprovaram a baixa renda familiar. A renda mensal per capita da família era inferior a ¼ do salário mínimo, o que atende aos requisitos para a concessão do benefício.

Após análise do pedido, o BPC/LOAS foi concedido a Maria. O benefício é de um salário mínimo mensal.

Orientações importantes

É importante que os pais de Maria estejam cientes de que o BPC/LOAS é um benefício temporário. O benefício pode ser cancelado a qualquer momento se a pessoa com deficiência deixar de atender aos requisitos para a sua concessão.

No caso de Maria, a concessão do BPC/LOAS foi um importante passo para garantir a sua qualidade de vida. O benefício irá ajudar a família a custear o tratamento da menina e a garantir que ela tenha acesso aos cuidados necessários para o seu desenvolvimento.

5. Documentação e Prova de Incapacidade para Cardiopatia Grave

Para comprovar a incapacidade para o trabalho por cardiopatia grave, é necessário reunir uma série de documentos médicos e laudos.

Esses documentos devem ser apresentados ao INSS no momento do pedido do auxílio-doença ou de aposentadoria por invalidez.

Principais doenças que indicam cardiopatia grave

Nesses mais de 20 anos de experiência, nós conseguimos identificar algumas doenças que são mais comuns nos pedidos de benefícios por incapacidade, são elas:

  • Angina de peito (angina pectoris);
  • Bloqueio atrioventricular total;
  • Cardiomiopatia dilatada;
  • Cardiopatia grave com lesão severa em três vasos sanguíneos principais;
  • Cardiopatia grave com implante de marca-passo;
  • Cardiopatia grave com intervenção cirúrgica e acompanhamento médico constante comprovado;
  • Cardiopatia grave crônica e incurável – paciente foi submetido ao procedimento de angioplastia com colocação de stents;
  • Cardiopatia isquêmica grave;
  • Cardiopatia isquêmica severa;
  • Cardiopatia severa de fibrilação arterial;
  • Doença cardiovascular aterosclerótica;
  • Fibrilação atrial crônica;
  • Hipertensão – pode causar cardiopatia hipertensiva;
  • Infarto agudo do miocárdio;
  • Insuficiência cardíaca congestiva;
  • Neoplasia maligna (câncer) relacionada à cardiopatia grave.

Documentação médica e laudos necessários

Dica!!!

Vamos dar agora uma lista, um checklist da documentação médica e laudos necessários para comprovar cardiopatia grave são os seguintes:

  • Atestado médico: o atestado médico deve ser emitido por um médico cardiologista e deve conter os seguintes dados:
    • Nome completo do paciente;
    • CPF do paciente;
    • Data de nascimento do paciente;
    • Diagnóstico da cardiopatia grave;
    • Grau de incapacidade para o trabalho;
    • Prognóstico da doença (chance de recuperação ou agravamento).
  • Relatório médico: o relatório médico deve ser mais detalhado do que o atestado médico e deve conter as seguintes informações:
    • Histórico clínico do paciente;
    • Exames físicos realizados;
    • Exames complementares realizados; Tratamentos realizados; Evolução da doença.
  • Exames complementares: os exames complementares são essenciais para comprovar a cardiopatia grave e o grau de incapacidade para o trabalho. Os exames complementares mais comuns são:
    • Eletrocardiograma (ECG);
    • Ecocardiograma;
    • Teste ergométrico (teste de esforço);
    • Cintilografia miocárdica;
    • Angiografia coronariana;
    • Ressonância magnética cardíaca;
    • Tomografia computadorizada cardíaca (angiotomografia coronariana);
    • Exames de sangue;
    • Holter de 24h;
    • MAPA (monitorização ambulatorial da pressão arterial).

Outros documentos

Além da documentação médica e laudos, outros documentos podem ser solicitados pelo INSS, como:

  • Carteira de trabalho: a carteira de trabalho é necessária para comprovar a qualidade de segurado do INSS.
  • Extrato do CNIS: o extrato do CNIS é um documento que mostra as contribuições previdenciárias realizadas pelo segurado.

Dicas para aumentar as chances de aprovação

Para aumentar as chances de aprovação do pedido de aposentadoria por invalidez por cardiopatia grave, é importante reunir toda a documentação médica necessária e apresentar os documentos de forma organizada.

Além disso, é importante contar com o auxílio de um advogado especialista em direito previdenciário.

Se você está prestes a se submeter a uma perícia do INSS, é importante saber quais são os seus direitos e deveres.

No nosso site, você encontra um artigo completo sobre o assunto:  Perícia do INSS: tudo o que você precisa saber antes de se submeter a uma perícia em 2023. No texto, você vai aprender sobre:

  • O que é uma perícia do INSS;
  • Quais são os tipos de perícia;
  • Como se preparar para a perícia;
  • Quais são os direitos e deveres do segurado;
  • O que fazer em caso de indeferimento do pedido.

Acesse o site agora mesmo e saiba tudo o que você precisa para passar pela perícia do INSS com segurança e tranquilidade.

6. Como preparar um caso sólido para o INSS

Se você está prestes a solicitar um benefício previdenciário ao INSS, é importante saber como preparar um caso sólido. Isso aumentará as chances de ter o seu pedido aprovado.

Aqui estão algumas dicas para preparar um caso sólido para o INSS:

  • Reúna toda a documentação médica necessária. Isso inclui atestados médicos, relatórios médicos, exames complementares e outros documentos que comprovem a sua incapacidade para o trabalho.
  • Prepare-se para responder às perguntas do médico perito. O médico perito irá questioná-lo sobre a sua doença, os seus sintomas e a sua capacidade para trabalhar.
  • Seja educado e respeitoso com o médico perito. O médico perito é um profissional qualificado que está avaliando a sua situação.

Comportamento na perícia

O seu comportamento na perícia também é importante. Aqui estão algumas dicas para se comportar na perícia:

  • Esteja calmo e confiante. O médico perito irá perceber se você está nervoso ou ansioso.
  • Responda às perguntas do médico perito de forma clara e objetiva. Não tente enganar o médico perito.
  • Não tente discutir com o médico perito. Se você não concordar com o diagnóstico do médico perito, você pode recorrer da decisão.

Você também pode encontrar mais informações clicando aqui e seguindo essas dicas, você aumentará as chances de ter o seu pedido de benefício previdenciário aprovado pelo INSS.

7. O Papel de um Advogado Especializado em Direito Previdenciário

O processo de solicitação de benefícios previdenciários pode ser complexo e burocrático, e o segurado pode não ter conhecimento dos seus direitos e deveres.

Nesse contexto, o papel de um advogado especializado em direito previdenciário é essencial para garantir que o segurado tenha o seu pedido de benefício aprovado.

Benefícios de contar com um advogado especializado

Ao contar com um advogado especializado, o segurado tem acesso a uma série de benefícios, incluindo:

  • Orientação e assessoria jurídica: o advogado pode ajudar o segurado a entender os seus direitos e deveres, e a reunir a documentação necessária para o pedido de benefício.
  • Representação legal: o advogado pode representar o segurado perante o INSS, defendendo os seus interesses.
  • Experiência e conhecimento: o advogado especializado tem experiência e conhecimento do processo de solicitação de benefícios previdenciários, o que aumenta as chances de aprovação do pedido.

Como um advogado pode ajudar a navegar pelo processo de solicitação e recorrer de uma decisão negativa?

No caso de uma decisão negativa do INSS, o advogado também pode ajudar o segurado a recorrer da decisão.

O processo de recurso pode ser complexo e burocrático, e o advogado pode ajudar o segurado a reunir a documentação necessária e a preparar o recurso.

Para saber mais sobre a importância de ter uma orientação por um advogado previdenciário antes da perícia médica no INSS, acesse nosso artigo, clicando em Contratando um Advogado Online para sua Aposentadoria ou Auxílio-Doença: Um Guia prático para uma escolha consciente!.

8. Conclusão

Vocês viram aqui que para o trabalhador com cardiopatia grave requerer a aposentadoria por invalidez ou auxílio-doença, é necessário que ele comprove a existência da doença e a sua incapacidade para o trabalho.

A comprovação da doença pode ser feita por meio de exames médicos e, se necessário, por meio de perícia médica do INSS.

Para saber mais sobre os direitos dos trabalhadores com cardiopatia grave, é importante consultar um advogado especialista em direito previdenciário.

O Tenório Advogados está à disposição para fornecer assistência e orientação especializada em questões previdenciárias. Para obter mais informações, você pode acessar os seguintes links:

Nossa equipe está pronta para oferecer suporte e orientação personalizada para garantir que você obtenha os benefícios que merece durante esse momento.

Se você ainda está com dúvidas ou deseja um acompanhamento personalizado, entre em contato com a nossa equipe por meio do nosso WHATSAPP, para agendarmos uma consulta.

O Tenório Advogados Associados tem atuado em Pernambuco há mais de 20 anos com especialização em Direito Previdenciário. Temos orgulho da nossa tradição de excelência em nossos serviços.

Ah, se você gostou das informações deste texto, aproveite e compartilhe elas com a família e os amigos.

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Paulicleia Tenório
Advogada da Tenório Advogados, OAB 38347 PE, graduada pela Universidade Federal de Pernambuco e pós-graduada em Direito Previdenciário pela INFOC.

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Paulicleia Tenório
Advogada da Tenório Advogados, OAB 38347 PE, graduada pela Universidade Federal de Pernambuco e pós-graduada em Direito Previdenciário pela INFOC.