Quem faz hemodiálise pode se aposentar: requisitos e valor

A Doença Renal Crônica (DRC) vem crescendo no Brasil e impacta diretamente a rotina de milhares de famílias. Em estágios avançados, muitos pacientes passam a pesquisar se quem faz hemodiálise pode se aposentar, já que o tratamento contínuo costuma comprometer a capacidade de trabalho e a qualidade de vida. 

Em meio a esse cenário, também surgem preocupações com benefícios previdenciários e revisões do INSS. 

Além do desgaste físico e emocional causado pelo tratamento, muitos segurados passam a depender de auxílio financeiro para custear medicamentos, transporte e despesas básicas. Dependendo do caso, o paciente renal pode ter acesso tanto a benefícios previdenciários quanto assistenciais.

Neste artigo, você vai entender quando a insuficiência renal pode garantir aposentadoria, quais benefícios podem ser solicitados, como funciona a perícia do INSS e o que fazer em caso de negativa. Continue a leitura para conhecer os principais direitos garantidos aos pacientes em tratamento renal contínuo.

Quem faz hemodiálise tem direito à aposentadoria?

Sim, pacientes em hemodiálise podem conseguir aposentadoria por incapacidade permanente quando a doença impede o exercício de atividade profissional de forma definitiva.

A insuficiência renal crônica avançada costuma apresentar caráter irreversível. Em muitos casos, a necessidade de sessões frequentes, associada ao desgaste físico provocado pelo tratamento, torna inviável manter uma rotina de trabalho regular.

A hemodiálise geralmente exige comparecimento à clínica três vezes por semana, durante várias horas. Além disso, muitos pacientes enfrentam sintomas que limitam a produtividade e a autonomia, como:

  • Fadiga intensa;
  • Fraqueza muscular;
  • Tontura;
  • Anemia;
  • Indisposição;
  • Pressão arterial desregulada;
  • Dificuldade de concentração.

Nessas situações, o INSS pode reconhecer incapacidade total e permanente. Para conseguir o benefício, normalmente é necessário:

  • Comprovar incapacidade laboral;
  • Possuir qualidade de segurado;
  • Cumprir os requisitos previdenciários;
  • Passar pela perícia médica.

Em doenças graves, como a insuficiência renal avançada, a carência mínima pode ser dispensada.

Qual é o valor da aposentadoria de quem faz hemodiálise?

O valor da aposentadoria de quem faz hemodiálise depende da média das contribuições feitas ao INSS e da regra aplicada no momento da concessão do benefício.

Após a Reforma da Previdência, o cálculo da aposentadoria por incapacidade permanente passou a considerar a média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994. Sobre essa média, o INSS aplica o percentual inicial de 60%, com acréscimo de 2% ao ano que ultrapassar 20 anos de contribuição para homens e 15 anos para mulheres.

Isso significa que o valor final varia conforme o histórico contributivo do segurado. Quanto maior o tempo de contribuição e os salários recolhidos ao INSS, maior tende a ser o benefício recebido mensalmente.

Existe, porém, uma exceção importante. Quando a incapacidade estiver relacionada a acidente de trabalho, doença ocupacional ou enfermidade adquirida em razão da atividade profissional, o segurado pode receber 100% da média salarial, sem aplicação do redutor de 60%.

Por isso, pacientes renais que desenvolveram complicações agravadas pelo ambiente de trabalho ou por atividades profissionais específicas devem analisar cuidadosamente o caso. Nessas situações, o apoio de um advogado previdenciário pode ajudar a verificar se existe direito ao cálculo integral do benefício.

Quem faz hemodiálise tem direito ao adicional de 25%?

Sim, pacientes aposentados por incapacidade permanente que dependem da ajuda constante de outra pessoa podem ter direito ao adicional de 25% no valor do benefício.

Esse acréscimo é destinado aos segurados que precisam de assistência permanente para realizar atividades básicas do dia a dia. O objetivo é ajudar nos custos extras relacionados aos cuidados contínuos, como acompanhantes, cuidadores e apoio doméstico.

Entre as situações que podem justificar o pedido estão dificuldades para:

  • Tomar banho sozinho;
  • Se alimentar;
  • Caminhar sem ajuda;
  • Administrar medicamentos;
  • Comparecer às sessões de hemodiálise sem acompanhamento;
  • Levantar da cama ou realizar higiene pessoal.

O simples fato de fazer hemodiálise não garante automaticamente o adicional. O INSS analisa o grau de dependência do segurado e a necessidade de auxílio permanente de terceiros.

Por isso, o pedido deve ser realizado mediante perícia médica, com apresentação de laudos, relatórios médicos e documentos que comprovem as limitações enfrentadas pelo paciente na rotina diária.

Quem faz hemodiálise tem direito a algum outro benefício do INSS?

Sim, além da aposentadoria, pacientes em hemodiálise também podem ter direito ao auxílio-doença e ao BPC/Loas, dependendo da gravidade da doença, da incapacidade gerada pelo tratamento e da situação financeira do grupo familiar.

Os benefícios disponíveis se dividem em duas categorias: previdenciários e assistenciais. Os benefícios previdenciários, como auxílio-doença e aposentadoria por incapacidade permanente, exigem vínculo com o INSS e qualidade de segurado. Já o BPC/Loas é um benefício assistencial e não exige contribuição previdenciária.

Essa diferença é importante porque muitos pacientes deixam de trabalhar após o agravamento da insuficiência renal e acabam ficando sem condições de continuar contribuindo para o INSS. Nesses casos, o benefício assistencial pode se tornar uma alternativa importante de proteção social.

Auxílio-doença para quem faz hemodiálise

O auxílio-doença, atualmente chamado de benefício por incapacidade temporária, é destinado aos pacientes que ainda possuem possibilidade de recuperação, reabilitação profissional ou realização de transplante renal.

A hemodiálise costuma provocar sintomas que dificultam temporariamente o exercício das atividades profissionais. Entre os efeitos mais comuns estão fadiga intensa, fraqueza muscular, indisposição, anemia, queda de pressão e limitações físicas após as sessões.

Para receber o benefício, o segurado precisa comprovar incapacidade temporária para o trabalho por meio de perícia médica do INSS. Também é necessário manter qualidade de segurado, embora a carência possa ser dispensada em casos de doença grave.

O auxílio pode ser concedido por prazo determinado e renovado periodicamente. Caso o INSS entenda que a incapacidade se tornou definitiva, o benefício pode ser convertido em aposentadoria por incapacidade permanente.

BPC/Loas para quem faz hemodiálise

Pacientes que realizam hemodiálise também podem ter direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), desde que preencham os critérios exigidos pela assistência social.

O BPC garante o pagamento de um salário mínimo mensal para pessoas com deficiência ou idosos de baixa renda. Diferentemente dos benefícios previdenciários, ele não exige contribuição ao INSS.

Para receber o benefício, é necessário comprovar baixa renda familiar. Atualmente, a renda per capita do grupo familiar deve ser, em regra, de até 1/4 do salário mínimo por pessoa. Mesmo assim, a Justiça pode flexibilizar esse critério em situações envolvendo altos gastos médicos e vulnerabilidade social.

Também é obrigatório que a família esteja inscrita e com os dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico).

Uma diferença importante é que o BPC não dá direito ao 13º salário e não gera pensão por morte para dependentes.

Quem faz hemodiálise é considerado deficiente para o BPC?

Sim, pacientes em hemodiálise podem ser considerados pessoas com deficiência para fins do BPC quando a doença gera impedimentos de longo prazo que dificultam a participação plena na sociedade.

A legislação considera deficiência os impedimentos físicos, mentais, intelectuais ou sensoriais de longo prazo, produzindo efeitos pelo prazo mínimo de dois anos. No caso da insuficiência renal crônica, a necessidade de sessões frequentes de hemodiálise costuma impactar diretamente a autonomia, a vida social e a capacidade profissional do paciente.

Além do desgaste físico, a frequência do tratamento, normalmente três vezes por semana, cria barreiras importantes para deslocamento, trabalho, convivência social e manutenção de rotina normal.

O reconhecimento da deficiência depende de perícia médica e avaliação social realizadas pelo INSS. A análise social leva em consideração fatores como renda familiar, condições de moradia, acesso ao tratamento e informações do CadÚnico.

Como comprovar a incapacidade na perícia do INSS?

Para comprovar a incapacidade na perícia do INSS, o paciente em hemodiálise precisa apresentar documentos médicos completos, exames atualizados e relatórios que demonstrem não apenas a doença, mas também as limitações causadas pelo tratamento na rotina diária.

A Doença Renal Crônica (DRC), principalmente nos estágios iniciais, nem sempre apresenta sinais físicos visíveis. Por isso, o INSS costuma analisar um conjunto de provas médicas para verificar a gravidade da condição e o impacto na capacidade de trabalho.

O ideal é organizar toda a documentação em ordem cronológica, facilitando a análise do perito e demonstrando a evolução da doença ao longo do tempo.

Os principais documentos são:

  • Atestados médicos emitidos pelo nefrologista;
  • Laudos e relatórios médicos atualizados;
  • Exames laboratoriais;
  • Receitas médicas;
  • Prontuários;
  • Comprovantes das sessões de hemodiálise;
  • Atestado de Saúde Ocupacional (ASO), quando existir.

Entre os exames mais importantes para pacientes renais estão:

  • Taxa de Filtração Glomerular (TFG);
  • Exame de creatinina;
  • Hemograma completo;
  • Exames de ureia e eletrólitos.

Também é importante levar exames antigos e recentes. Essa organização ajuda o INSS a identificar o agravamento da insuficiência renal e a continuidade do tratamento.

Outro ponto fundamental é solicitar que o médico descreva as limitações práticas enfrentadas pelo paciente, e não apenas o CID da doença. O relatório médico deve explicar, por exemplo:

  • Dificuldade para permanecer longos períodos sentado ou em pé;
  • Fadiga intensa após as sessões;
  • Indisposição frequente;
  • Necessidade de deslocamento constante para tratamento;
  • Limitações para trabalhar em jornada normal;
  • Restrições físicas causadas pela doença.

Quanto mais detalhado for o relatório, maiores tendem a ser as chances de o perito compreender o impacto real da hemodiálise na vida do segurado.

Como solicitar o benefício do INSS?

O pedido do benefício do INSS para pacientes em hemodiálise pode ser feito pela internet, diretamente no site ou aplicativo Meu INSS.

Antes de iniciar a solicitação, é importante verificar qual benefício se encaixa melhor no caso. Em situações de incapacidade temporária, o mais comum é o auxílio-doença. Já nos casos de incapacidade permanente, pode ser cabível a aposentadoria por incapacidade permanente.

Também é fundamental confirmar se o segurado mantém qualidade de segurado no INSS ou se ainda está dentro do chamado período de graça.

O processo normalmente segue este fluxo:

  1. Fazer login no Meu INSS;
  2. Selecionar “Novo Pedido”;
  3. Escolher o benefício desejado;
  4. Anexar os documentos médicos;
  5. Agendar perícia médica, quando necessário.

Entre os documentos mais importantes estão:

  • RG e CPF;
  • Comprovante de residência;
  • Carteira de trabalho;
  • Laudos médicos;
  • Exames laboratoriais;
  • Relatórios do nefrologista;
  • Receitas médicas;
  • Extrato do CNIS.

Os documentos médicos devem comprovar a realização da hemodiálise, a evolução da doença renal e as limitações causadas pela condição de saúde.

Após o envio da solicitação, o segurado pode acompanhar o andamento do processo diretamente na aba “Agendamentos/Solicitações” do Meu INSS.

Caso o benefício seja aprovado, o INSS informará o banco responsável pelo pagamento e poderá abrir uma conta para o recebimento do benefício. Se houver negativa, ainda é possível apresentar recurso administrativo ou buscar auxílio judicial com apoio de um advogado previdenciário especializado.

O que fazer se o benefício for negado para quem faz hemodiálise?

Quando o INSS nega o benefício para pacientes em hemodiálise, ainda existem alternativas para tentar reverter a decisão, como pedido de reconsideração, recurso administrativo e ação judicial.

A escolha da melhor estratégia depende do motivo da negativa e da situação do segurado. Em muitos casos, o benefício é negado por falta de documentos médicos completos, problemas na perícia ou entendimento equivocado sobre a incapacidade gerada pela insuficiência renal crônica.

O primeiro passo é analisar cuidadosamente a justificativa apresentada pelo INSS no resultado do pedido.

Recurso administrativo

O recurso administrativo é recomendado quando o segurado deseja contestar formalmente a decisão do INSS sem entrar imediatamente na Justiça.

O pedido é analisado pelo Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), que pode rever a decisão anterior.

Essa alternativa costuma ser indicada quando:

  • O segurado possui documentação médica consistente;
  • Houve erro técnico na análise do INSS;
  • Existe divergência sobre a incapacidade;
  • O benefício foi negado mesmo com laudos detalhados.

Apesar disso, o processo administrativo pode demorar alguns meses até decisão final.

Ação judicial

A ação judicial pode ser necessária quando o INSS mantém a negativa mesmo diante de provas médicas robustas ou quando o paciente enfrenta demora excessiva na análise do pedido.

Na Justiça, o segurado passa por nova perícia médica feita por profissional indicado pelo juiz. Muitas vezes, essa avaliação é mais detalhada e considera melhor os impactos reais da insuficiência renal crônica e da hemodiálise na capacidade de trabalho.

A via judicial costuma ser mais indicada quando:

  • O INSS ignora laudos médicos importantes;
  • Há incapacidade evidente;
  • O paciente depende urgentemente do benefício;
  • O recurso administrativo foi negado;
  • Existe corte indevido de benefício já concedido.

Nesses casos, o acompanhamento de um advogado especialista em Direito Previdenciário pode aumentar significativamente as chances de aprovação.

O Tenório Advogados Associados atua justamente em casos envolvendo aposentadoria, auxílio-doença, BPC/Loas e negativas indevidas para pacientes com doenças graves, oferecendo orientação completa durante todo o processo.

Quais são os outros direitos de quem faz hemodiálise?

Além dos benefícios do INSS, pacientes com insuficiência renal crônica que realizam hemodiálise também podem ter acesso a outros direitos importantes relacionados à saúde, mobilidade e suporte financeiro.

Esses direitos ajudam a reduzir os impactos causados pelo tratamento contínuo e podem contribuir diretamente para a qualidade de vida do paciente e da família.

Isenção de Imposto de Renda

Pessoas com doença renal crônica podem ter direito à isenção de Imposto de Renda sobre valores recebidos de aposentadoria, pensão ou benefício militar.

O benefício está previsto na Lei nº 7.713/1988, que inclui doenças graves entre as hipóteses de isenção tributária.

A isenção normalmente se aplica a pacientes diagnosticados com insuficiência renal grave, especialmente aqueles que realizam hemodiálise ou passaram por transplante renal. Para solicitar o benefício, é necessário apresentar laudo médico oficial comprovando:

  • O diagnóstico;
  • O estágio da doença;
  • O tratamento realizado;
  • A necessidade de hemodiálise.

O pedido pode ser feito junto à Receita Federal ou ao órgão responsável pelo pagamento da aposentadoria ou pensão.

Transporte gratuito para tratamento

Pacientes que precisam se deslocar frequentemente para sessões de hemodiálise podem ter direito ao transporte gratuito fornecido pelo município ou estado.

O benefício geralmente é disponibilizado pelas Secretarias de Saúde, principalmente para pacientes que não possuem condições financeiras de custear o deslocamento constante até a clínica ou hospital. Na maioria dos casos, são exigidos:

  • Laudo médico;
  • Comprovante de residência;
  • Documentos pessoais;
  • Comprovação da necessidade do tratamento contínuo.

As regras podem variar conforme a cidade ou estado.

Medicamentos e tratamento gratuito

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para insuficiência renal crônica, incluindo sessões de hemodiálise, consultas médicas e medicamentos utilizados no controle da doença. Entre os medicamentos frequentemente disponibilizados estão:

  • Eritropoetina;
  • Suplementos de ferro;
  • Vitamina D;
  • Anti-hipertensivos;
  • Cálcio e reposição vitamínica.

O acesso normalmente ocorre por meio das farmácias de alto custo do estado ou município.

Para iniciar o acompanhamento, o paciente deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), que fará o encaminhamento para atendimento especializado com nefrologista.

Saque do FGTS, PIS e Pasep

A insuficiência renal crônica está entre as doenças graves que autorizam o saque antecipado do FGTS.

O trabalhador pode realizar o saque mesmo sem demissão, desde que apresente documentação médica que comprove a doença. O pedido pode ser feito:

  • Pelo aplicativo FGTS;
  • Nas agências da Caixa Econômica Federal;
  • Pelos canais oficiais do banco.

Pacientes renais também podem sacar valores do PIS/Pasep, desde que atendam aos critérios exigidos pelo programa.

Conclusão

A hemodiálise pode gerar impactos profundos na rotina, na saúde e na capacidade de trabalho do paciente. Por isso, a legislação brasileira garante uma série de direitos previdenciários e assistenciais para pessoas com insuficiência renal crônica, incluindo auxílio-doença, aposentadoria por incapacidade permanente, BPC/Loas e outros benefícios importantes.

Além dos benefícios financeiros, pacientes renais também podem ter acesso à isenção de Imposto de Renda, transporte gratuito, medicamentos fornecidos pelo SUS e saque do FGTS e PIS/Pasep. O mais importante é entender que cada caso possui particularidades e depende da correta comprovação médica perante o INSS.

Quando o benefício é negado, o acompanhamento de um advogado especialista em Direito Previdenciário pode fazer toda a diferença para garantir o reconhecimento dos seus direitos. Muitas negativas acontecem por falhas na perícia, documentação incompleta ou análise incorreta da incapacidade causada pela doença.

Se você faz hemodiálise ou possui um familiar passando por essa situação, entre em contato com o Tenório Advogados Associados pelo WhatsApp e receba uma análise do seu caso. Uma orientação especializada pode ajudar você a buscar o benefício correto e garantir mais segurança durante o tratamento.

Perguntas frequentes sobre aposentadoria para quem faz hemodiálise

Pacientes com insuficiência renal crônica costumam ter muitas dúvidas sobre aposentadoria, auxílio-doença, BPC e direitos no INSS. Abaixo, veja respostas rápidas e objetivas para algumas das perguntas mais comuns sobre hemodiálise e benefícios previdenciários.

Quais doenças renais aposenta?

Doenças renais graves que causam incapacidade permanente podem gerar aposentadoria pelo INSS. Entre elas estão insuficiência renal crônica avançada, glomerulonefrite grave, nefropatia diabética e doença renal policística. O direito depende da comprovação médica da incapacidade para o trabalho.

Qual o valor da aposentadoria para quem faz hemodiálise?

O valor da aposentadoria varia conforme o histórico de contribuições do segurado e a regra aplicada pelo INSS. Em alguns casos, principalmente quando há relação com doença ocupacional ou acidente de trabalho, o benefício pode chegar a 100% da média salarial.

Quem faz hemodiálise é considerado deficiente?

Sim, em muitos casos a hemodiálise pode caracterizar deficiência para fins do BPC/Loas. Isso acontece quando a doença gera impedimentos de longo prazo e limita a participação do paciente na vida social e profissional. A avaliação é feita pelo INSS por meio de perícia médica e análise social.

Quem faz hemodiálise pode se encostar pelo INSS?

Sim, pacientes em hemodiálise podem receber auxílio-doença quando a doença impede temporariamente o exercício das atividades profissionais. O benefício depende da comprovação da incapacidade por meio de perícia médica e documentação atualizada.

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